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Quem é você? 
fonte: Google Atire a primeira pedra quem nunca se interrogou sobre a própria identidade. Durante toda a nossa longa vida, muitas vezes temos que nos transformar de tal modo, que um belo dia; olhamos no espelho e não mais sabemos quem somos. Temos que, como um personagem esférico, adaptar-nos em tantas maneiras nossa personalidade, que perdemos o nosso real reflexo. Temos que agir da maneira X para os colegas de trabalho, Y para os amigos, Z para nossos familiares e W para com aqueles que dividimos a cama. Feliz são aqueles poucos, que possuem uma única identidade, um único reflexo. Se ousamos mostrar o verdadeiro e singular ser que existe dentro de nós, pagamos um preço: solidão. Entre nosso círculo de amigos, poucos têm a sorte de serem aceitos pelo que realmente são. A menos que sejamos ricos, ou famosos; nós, pobres e comuns mortais; temos que nos “camalear” para podermos nos inserir, nos diversos meios em que somos obrigados a circular. Torna-se quase impossível sermos a mesma pessoa em todos os mundos em que transitamos, sem que sejamos julgados. Todos nos amam até o momento em que dizemos o nosso primeiro não, até que mostramos quem realmente somos. Temos que, para sobreviver, nos anular, nos martirizar, deixar de lado nossos sonhos. E tudo isso por medo de perdemos o Status Quo em que estamos acostumados. Somos vítimas de nós mesmos na vã tentativa de sermos aceitos. Perdemos nosso reflexo, nossa identidade, nossa moral. Nessa louca e desmedida tentativa de aceitação, enterramos nossas vidas. Tornamo-nos bonecos de uma peça de terceira categoria. Fantoches sem rosto. Infelizmente, poucos de nós têm o poder de mandar tudo às favas e reiniciar a vida. Vida esta, que nos dá muitas escolhas, mas poucas oportunidades. A única certeza é que existe o medo, o medo que nos impede de sermos nos mesmos e dizer o que sentimos. O medo, que nos obriga a sermos X,Y,Z e W na infrutífera tentativa se sermos aceitos.
Carpe Diem!
Escrito por Sokz às 16h33
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Se for amor, não pode ser pecado! 
Um amigo se apaixonou. Disse-me estar perdida e perigosamente apaixonado por uma mulher casada. Falou que, ao estar perto dela sente todos os sintomas típicos de quem ama: coração acelerado, suores, desconforto, pupilas dilatadas e uma enorme vontade de dizer que a quer. Ele está perigosamente doente. Sofre de amor. Em um momento de nossa conversa, disse-lhe para ter cuidado. Lembrei do nono mandamento e brinquei com a palavra pecado. Ele, sabiamente, me responde que se for amor, não pode ser pecado. Gostei. Guardei esta frase comigo e a retomo involuntariamente de tempos em tempos. Se for amor não pode ser pecado abarca uma ampla e variada cartela de possibilidades, e, provavelmente, abraça muitos de nós. Com certeza já fomos vítimas desse dilema em algum momento de nossas vidas. Talvez, você que me lê, já sentiu a dor de amar e não poder dizer o seu nome. Lembrei de minha história, do único amor que tive em minha vida e, covardemente, não tive forças para me declarar. Pensei em outras pessoas que neste momento, mesmo estando casadas, ou seriamente comprometidas, sentem-se atraídos por outro, ou outra, e os amam, mas não o podem dizer. Indaguei-me também sobre o que seria o amor. Vendo o desconforto do meu amigo, que mal conhece a mulher que o enfeitiçou, e sente-se em uma armadilha, perguntei-me se o amor é realmente algo bom. Se machuca, se dói, não deve ser bom. Mas é. Ao ouvi-lo falar, refletia se estaria ele apenas sexualmente atraído por ela, ou tendo apenas uma paixão efervescente que logo desaparecerá. Talvez. Mas o que importa agora é que ele sente dor. Sofre. Lembrei-me também que já sofri, e sofro ainda, deste mal. Lembrei que às vezes acordo com falta de ar e penso em jogar tudo para cima e dizer que também amo. Mas não posso. Sofro calado. E infelizmente, também me indago se não estou apenas fantasiando, sonhando acordado, ou tentando, como muitos outros; cobrir o vazio da solidão. Se for amor, não pode ser pecado. Mal ele sabe que esta frase, que ainda ecoa em minha mente, é tão rica em significados e possibilidades. Ela abre caminho para todas as formas de se amar. Todos os tipos de querer. Todas as formas de desejar. Ele está em uma situação delicada. Amar uma mulher casada não é tão simples assim. Entretanto, lembro-me de um filme, em que um casal, cada qual com suas respectivas famílias, se encontravam uma vez por ano, durante vários anos. Foram amantes sem nunca abandonarem seus lares originais. Sem nunca magoar a esposa e o marido envolvidos. Foram amantes até envelhecerem, até perderem seus cônjuges, até a morte levar um deles. Deixando para o que nesta terra ficou, não só a solidão, mas também a doçura de ter realmente amado. E a vida mostrou-se boa. Meu amigo está perigosamente doente. Eu estou doente, talvez você também o esteja. Mas, se amamos, temos uma doença boa, mãe, que aceita todas as formas de amor, pois se for amor... não pode ser pecado. Carpe Diem!
Escrito por Sokz às 17h39
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Voltaremos como baratas... 
Fonte da foto: Google Que nascemos imperfeitos é um fato. Se fossemos perfeitos, não teríamos nascido. Seriamos anjos, luz. Porém, cabe a nós o dever de tentar melhorar nossa situação neste plano, antes que retornemos para expiar nossas falhas. Temos o dever de tentar melhorar, caso contrário, pagaremos um preço muito alto. Muito alto. Não sei qual a punição que nos aguarda em outro plano, ou em outra vida, se essa houver, mas aqui, a punição é clara. Solidão. Vejo pessoas que não foram fieis aos amigos, colegas de trabalho, ou vizinhos, que estão agora sofrendo as consequencias de suas atitudes levianas. Vejo pessoas que vestidas em peles de cordeiro, camufladas na religião, ou em lágrimas de crocodilo, foram desmascaradas e agora, sorriem amarelo e desesperadamente lutam para serem aceitas. Mas, não o são. É triste ver o sorriso forçado dado por aquele que agiu de má fé e agora isolado vê-se obrigado a entoar hinos religiosos, ou outros mantras para si mesmo, para diminuir a dor do isolamento. É patético sentir o desespero, sentir a agonia do falso, que não soube dar valor a amizade e movido pela ganância tentou trapacear e agora tem que pagar um alto preço. Solidão. Solidão; esta que muitas vezes nos obriga a mudar de ares, locais de trabalho, vizinhança, para podermos sobreviver. Entretanto, resta a esperança àquele que não refletiu sobre seus atos, que a dor do ostracismo o faça repensar e que, independente do lugar para que vá, não aja mais da mesma maneira. Estamos aqui para aprender, crescer e transcender, evoluir e tentar errar o menos possível. E mesmo cometendo erros involuntários, devemos nos policiar, ou corremos o risco de voltarmos a este plano como uma barata e vivermos com eternos olhares de asco e desprezo, até o dia de mais uma vez sermos esmagados.
Carpe Diem!
Escrito por Sokz às 18h13
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Páscoa ou Pessach 
Quando me acusam de não ser religioso, de não praticar a fé cristã ou judaica, de viver em dois mundos e não seguir nenhum, me sinto ofendido. Magoado. Triste, pois não é bem assim. Admito que não seja o melhor exemplo de religiosidade, que não vou a uma igreja, ou sinagoga há anos, porém, sou religioso. Não do tipo que se esconde atrás de um padre, pastor, ou rabino. Não uso a religião como escudo para tirar vantagens, ou posar de bonzinho perante amigos, ou colegas de trabalho. Sim, sou pecador. Talvez, peque por não me confessar com um padre, ou pedir conselhos a um rabino. Talvez, peque por não ter medo de demonstrar do que, ou de quem não gosto. Talvez, eu seja um pecador, pois não me incomoda falar o que penso e luto para não ser hipócrita. Mas sou religioso. Respeito e amo loucamente meus pais, e jamais poderia fazer algo para desonrar o nome que eles me deram. Sou religioso, pois procuro obedecer aos 10 mandamentos cristãos e aos 365 judaicos, na medida do possível, e se não os cumpro à risca sei que sou falho, por ser humano. Sou religioso, pois não desejo o mal a ninguém, apenas se não gosto de alguém, simplesmente o ignoro, mas não o difamo. Sou religioso, pois nunca roubei, matei, ou difamei. Sou religioso, pois tento transmitir o conhecimento que tenho, àqueles que estão sob minha responsabilidade, mesmo sob uma estafante luta diária, contra a indiferença, a conversa, o barulho, daqueles que não entendem o valor do conhecimento. Sou religioso, pois respeito às leis de meu país, preservo a natureza, cuido dos ditos seres irracionais, amo os meus amigos e divido a minha mesa com muitos. E sei que sou religioso, pois amo a Deus acima de todas as coisas. Entendo que deveria ir a uma igreja, ou sinagoga. Estar entre outros que, talvez, pensem como eu, mas ... não vou. Não consigo entender rituais, que muitas vezes se esvaziam nas ações daqueles que não os cumprem. Não consigo entender porque sou infiel, por não comungar, ou comer carne de porco. Não consigo entender por que sou, às vezes, julgado, já que Deus nunca julgou ninguém. Será que sou um pecador por não ser religioso? Não me sinto assim. Sinto-me abençoado, por tudo que tenho, pelos amigos a minha volta, pelos pais que amo, e o calor reconfortante que sinto em meu peito quando falo de Deus. Sei que há muitos outros como eu, que sentem o mesmo, que pensam o mesmo, que amam a vida da mesma maneira. Talvez, quem sabe, devêssemos fundar uma igreja... ... mas igrejas possuem leis... e Deus é liberdade! Carpe Diem!
Escrito por Sokz às 15h13
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Sexo é bom, mas assim não! 
A vida deixa de ser bela, quando o ser humano descobre o sexo. E por mais radical que esta afirmação possa parecer; isto é claro. Quando pequenos não nos importamos se estamos agido certo, ou errado frente uma nova situação. Queremos apenas o conforto materno e não ligamos para o que os outros pensam. Não temos vergonha em sermos maravilhosamente ridículos. Porém, os anos passam, crescemos um pouco e começamos a perceber que "pagar mico" é por demais penoso, pois começamos a sentir a necessidade de impressionar o sexo oposto. Nos tornamos adolescentes. Espinhas no rosto, andar desengonçado, o prazer solitário invade nossos quartos, e nesse momento as festinhas de aniversário deixam de ser aquele puro momento em que brigamos para apagar as velinhas, nelas surgem agora, menininhas, ou menininhos, que sonhamos beijar. Um pouco mais velhos e a excursão de escola ao parque de diversão é o momento ideal para se apostar com os colegas com quantas "minas", ou "manos", iremos "ficar". Entra em cena o "ficar". Verbo que neste contexto perde totalmente seu significado, tornando-se apenas um disseminador de beijos e “amassos” sem o menor valor afetivo. Mais velhos um pouco e das "baladas" (outro uso da palavra sem o menor nexo) apagam-se o prazer da dança, uma vez que se aprende que atrás da cabine do DJ há outras formas de prazer. Adultos, transformamos o sexo na válvula de escape para os problemas do dia a dia. Em nenhum momento, porém, eu disse que devemos abandonar o sexo e levarmos uma vida casta. Não! Não é isso. Apenas quero dizer que devemos dar mais valor aos sentimentos. Valorizar o pegar na mão de quem se gosta. Esperar o primeiro beijo. E nunca se esquecer da primeira vez. Infelizmente, não é isso que ocorre. Desde o momento em que descobrimos o sexo, deixamos de lado e perfeição da beleza da vida. Tudo passa a girar em torno do prazer carnal. Nos tornamos escravos na busca interminável do saciar físico. Idólatras hedonistas do gozo rápido e fugaz. E nesta roda viva, passamos a vida inteira à caça do prazer. Nos esquecendo de perguntar se o corpo controla a mente, ou a mente controla o corpo? Carpe Diem!
Escrito por Sokz às 19h34
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Azedo como fel! 
Fonte Google Pessoas amargas existem muitas. Quem não conhece uma, ou não o é? Infelizmente este é um tipo humano que aumenta em progressão geométrica. Mas, por quê? Ou melhor, por que nos tornamos amargos? Sabemos que ninguém nasce assim. Nascemos puros, limpos e doces. Nascemos preparados para o bem. Damos o bem e queremos o bem. Porém, os anos passam, vêm os encontros, outras pessoas, que talvez, já destruídas por outrem, acabam por nos destruir também. E desses encontros, ficamos amargos. As relações humanas enfraquecidas favorecem a proliferação da inveja, do rancor, do ódio. Ficamos cansados de tentar sermos bons e, mesmo assim, nossos nomes são levados às praças públicas. Ficamos irritados que, mesmo tentando manter a civilidade, temos nossos atos vigiados por aqueles que há muito deixaram de ser doces. Chega um momento em que notamos que, só por termos um carro melhor; um cabelo mais bonito; um casamento perfeito; ou uma casa dos sonhos; somos o alvo predileto de fofoqueiros, loucos e infelizes. E então nos cansamos e nos tornamos... amargos. Nos fechamos em nossos mundos, cada vez mais pequenos, e passamos a não mais querer conversas com aqueles que nos amarguraram. Nos isolamos. Deixamos de nos interessar pelas relações afetivas que poderiam surgir de novas amizades. Nos tornamos analíticos. Desconfiados. Ficamos com medo de pessoas boas e Madres Terezas nos irritam. Ignoramos os tolos, mas ficamos de olho neles, pois temos a quase certeza que a punhalada virá. Pensando assim, não devemos criticar os seres amargos. Devemos apenas tentar refletir nas causas que transformaram nosso vizinho, ...eu, ... você... Devemos, claro, tomar cuidado para que este azedume não corroa nossas vidas, pois há sempre bondade e ainda existem muitas pessoas doces mundo afora. É só uma questão de encontrá-las. Devemos “perdoar” nossos ofensores, mas jamais esquecer o nome deles. Quem sabe assim consigamos manter um pouco da doçura que tínhamos assim que nascemos e éramos livres. Carpe Diem!
Escrito por Sokz às 19h45
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Mais de 50 e ainda sofrendo. 
Google imagens Nos idos dos anos 80 havia um garoto com um espinho cravado em seu peito que ao ouvir os primeiros acordes de uma banda britânica viu que não estava só. Viu que havia outros com a mesma dor e os mesmos sonhos. Porém, os anos se foram. Muita coisa mudou. O espinho se enraizou e talvez por costume, deixou de doer. Ao menos não tanto. A banda que mudou sua vida gritava por amor, por vida. Mas com o passar dos dias a vida se mostrou o que realmente é. E o amor... deixa pra lá. Aquele jovem era eu, a banda The Smiths. Seu mentor era Morrissey. Morrissey que pela segunda vez está em terra brasilis. Ávido por ouvidos que não mais encontra na Europa, ou Estados Unidos. Mas ele não mudou. Morrissey continua o mesmo. Suas letras ainda clamam por vida e amor. Por isso não fui ao seu show. Não poderia ver que o tempo não passou para meu ídolo. Que ele ainda grita em sua forma solitária. Estaria me sentindo estranho caso visse um homem de 50 e poucos anos, ainda dizendo que gostaria de morrer ao lado da pessoa amada em um acidente de ônibus, ou que há pânico nas ruas de Londres. Não, Morrissey, o tempo passou. Não quero dividir as frustrações de uma vida não realizada. Ou então, realizada plenamente, mas ainda cantada, pois já se tornou profissão. Morrissey continua sendo meu ídolo, meu herói, a pessoa com quem dividi inúmeras lágrimas. Não. Não, deixei de ser seu fã. Mas, simplesmente não posso vê-lo chorar como se nada tivesse mudado, como se ainda não tivesse encontrado a vida, ou amor. Se há uma luz que nunca se apaga, ela, no entanto, muda; se adapta. Mas não para o Morrissey. Simplesmente não pude. 
Morrissey 2012 Google imagens Carpe Diem!
Escrito por Sokz às 22h13
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Quem perdoa é...
Há alguns meses refleti sobre o valor do perdão, quando este vem daquele que cometeu o erro. Disse que pedir perdão, após ser descoberta a falcatrua cometida, não tem valia. Disse que o perdão só é valido quando o transgressor não foi desmascarado, mas se arrepende e então, pede perdão. Mas o que dizer sobre o ato de perdoar àquele que temos a certeza de nos ter machucado? Como é a personalidade do agredido que perdoa seu agressor? Como fica a consciência daquele que não teve escrúpulos e de alguma forma, prejudicou, ou tentou prejudicar ao outro? Abençoado. É abençoada a pessoa que consegue perdoar seu algoz. Conseguir conviver, conversar, interagir com o ser que não lhe foi fiel, só pode ser um ato abençoado. Coisa que eu não consigo. Como é grande aquele que consegue “esquecer” todo o mal que alguém lhe fez e respirar o mesmo ar que o ser infiel, não se importando com as bajulações oriundas do “descoberto”, que com certeza virão. Infelizmente, não posso. Como é mágico aquele que consegue com toda a suavidade mostrar ao inimigo que é maior e que perdoá-lo foi a forma que o ofendido encontrou para comprovar que é muito melhor. Acabando assim, com a soberba daquele que o tentou ofender. Não sou tão mágico assim. Não posso compactuar com o erro. Não posso perdoar aquele que tentou me cortar. Não consigo conviver com aquele que me fez chorar. Sou pequeno. Não posso. Porém, procuro não machucar, não ofender, não armar situações que venham me favorecer em detrimento dos que me rodeiam. Não consigo aceitar quem posa de cordeiro, quando na verdade é um lobo. Madre Tereza na pele, Hitler na alma. Sei que erro. Sei que ofendo. Mas não intencionalmente. Portanto, na minha pequenez humana, ainda não aprendi a perdoar. Sei que não é o melhor para mim... mas, ainda não posso. Carpe Diem!
Escrito por Sokz às 19h52
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Carnaval? 
to fora! To dentro! To fora! To dentro!...
Quando me perguntam onde vou passar o carnaval, digo o mais rápido possível: nas montanhas onde sei que não ouvirei nem um acorde do siriguidum que vai assolar esta terrra brasilis nos próximos dias. Porém, antes que se apressem em julgamentos, digo que não sou o “túmulo do samba”, apesar de orgulhosamente paulistano. Apenas, não gosto, ou concordo, com o que se tornou o carnaval. Antes, uma festa família, onde corsos deixavam confetes nas ruas, arlequins se apaixonavam por columbinas, crianças eram piratas da perna de pau, com olho de vidro e cara de mau. Era uma festa até certo ponto, ingênua. Se é que ingenuidade existiu algum dia, ou apenas, se camuflava muito bem. Enfim, era possível se divertir no carnaval. Não hoje em dia. Não agora, onde músicas são apelativas, bebidas tornaram-se sinônimo de alegria, preservativos são distribuídos nas portas dos bailes. Não posso entender. O carnaval é para dançar e “tentar” esquecer os problemas ou beber loucamente e ir para a cama com qualquer um? Não! Não é para mim. Apesar de ser uma festa pagã, não vejo a ligação entre uma pessoa inebriada, ou aquela que está lá para se divertir. Não vejo a união entre sexo e o reino de Momo. Não! Não é para mim. Sou do tempo em que tirávamos uma menina para dançar, desculpe-me, me expressei mal, quis dizer convidávamos uma menina para dançar, e, se aceito, ela seria nosso “amor de carnaval”, que, com sorte, tornar-se-ia um amor eterno. E só um. Apenas um. Sou do tempo em que não nos vangloriávamos pelo número de meninas com que ficávamos, mas com quem ficávamos; com que tipo ficávamos. Sou do tempo em que não sentíamos vergonha de dançarmos com nossos pais. Íamos aos bailes carnavalescos de fantasias e com uma garrafinha de água. Não de sunga e um pacote de camisinhas. Talvez, eu esteja velho, acho que sempre fui velho, mas não posso compactuar com este tipo de carnaval. Por isso vou para as montanhas, estar junto àqueles que amo, talvez até ouvir uma velha marchinha carnavalesca e ter a certeza que onde estou e com quem estou é o verdadeiro Carpe Diem! Carpe Diem!
Escrito por Sokz às 15h40
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Minha liberdade virou S.O.P.A 
Fonte: Google Nos meus tempos de bancos escolares, aprendi que os Estados Unidos era o país das oportunidades e democracia. Lugar onde todos poderiam com o suor de seu trabalho progredir e graças a uma constituição forte, todos teriam liberdade de expressão. Agora, passado alguns anos desde que deixei as cadeiras de aprendiz e passei a transmitir o que sei, vejo que tudo o que me foi ensinado sobre a terra do Tio Sam estava errado. A terra das oportunidades não passa de um país onde se esconde a realidade atrás de um parque temático e democracia, só existe em filmes hollywoodianos. A liberdade de expressão e livre internet correm risco de ser o mais gritante exemplo do que digo agora. O S.O.P.A, ou Stop Online Piracy Act, em uma tradução poderíamos dizer: Lei de Combate à Pirataria Online, tenta tolher todas as liberdades a que temos direito na internet. Através de mecanismos nada claros de coação, a todo aquele que postar; compartilhar, e até mesmo acessar sites onde houve compartilhamentos não autorizados. Não que eu seja a favor da pirataria, do fácil download de músicas ou filmes, mas o que dizer sobre conteúdos educacionais? Matérias de interesse geral? E tantas outras fontes de aprendizado disponíveis na web, que muitas vezes, mesmo não autorizados por seus autores, não trazem nenhum prejuízo com sua divulgação? O mais preocupante é que um país com tradição ditatorial, como o Brasil – vide era Vargas – possa; tomando como base esta lei americana, criar sua versão tupiniquim e nos colocar novamente nas trevas. Se a nação mais rica do mundo, que abertamente se diz democrática, que bate no peito ao defender os Direitos Humanos, está prestes a tolher a liberdade de seus cidadãos, e consequentemente, dos demais habitantes do planeta, o que esperar do Brasil, onde há pouco tempo tivemos a imprensa ameaçada e censurada – Caso Sarney. O Rei do Maranhão – e outros tantos casos? Não sei! Quem viver; verá! Carpe Diem!
Escrito por Sokz às 19h31
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Ai, meu Deus! Fui estuprado! 
Fonte: Google Ok, a mocinha do Big Brother foi estuprada. Mas e daí? Não que eu ache tal atitude hedionda algo que não mereça punição. Sim, merece. Porém, a garota sabia dos lobos que rondam a floresta quando nela entrou. Sabia dos riscos e perigos de se expor na mídia que é capaz de qualquer coisa para aumentar uns pontos na audiência. O estuprador (se é que ouve um), foi punido. Ela também deveria ser. Mas e daí? O que isso muda o nosso dia a dia? Nada. E o que falar de tantos outros estupros que acontecem a cada minuto em nossa sociedade? Por que não nos indignarmos com a violência a que somos obrigados a enfrentar a todo o momento? E a violação não é apenas carnal, é também espiritual, moral, psicológica. Somos estuprados por políticos corruptos, que usurpam nosso dinheiro em prol de si mesmos. Somos estuprados por uma rede hospitalar pública, que nos deixam caídos no chão à espera de uma vaga. Somos estuprados com impostos abusivos, que não nos dão os serviços merecidos. Somos estuprados com uma educação pública deficiente, que promove sem ensinar, que maquia a realidade, que admite funcionários demagogos, inseguros e intelectualmente deficitários. Porém, a passividade patética do brasileiro não nos permite a revolta contra nossos estupradores. Anos e anos de violência psicológica transformaram o brasileiro num ser sem vontade própria e sem consciência de seu valor. Um fraco e tolo que se preocupa mais em discutir se ouve, ou não, o estupro de uma garota bêbada, que consciente, ou não, aceitou as carícias mais ousadas de um rapaz. Talvez, tenhamos aprendido a gostar do estupro. Aprendemos a “relaxar e gozar”. Carpe Diem!
Escrito por Sokz às 11h11
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BBB-12! Ai, meu*¨%&#! 
Prometi para mim mesmo que não iria falar, ou melhor, postar, nada sobre BBB-12. Não queria cair no vício de constatar os mesmos fatos bizarros que povoam este programa mais uma vez. Porém, não posso deixar de falar que neste ano um fato curioso tem me chamado a atenção: o número de pessoas que dizem que não irão dar nem ao menos uma olhadinha nesta produção Global. Muitos, tomados por uma semi-revolta, dizem achar que este programa faz apologia as falcatruas, incita a violência, vulgariza a mulher, desrespeita as minorias e até mesmo, idolatra a prostituição. Concordo com muito do que brasileiros revoltos dizem, mas só não entendo o porquê de tanta “raiva” sendo que temos o controle de nossas TVs. Podemos, aos primeiros versos de Pedro Bial, endeusando “os brothers”, fazer uso do controle remoto e desligar a TV. Podemos trocar este programa por um filme, um livro, uma conversa com alguém que valha a pena. Por que nos revoltarmos com um programinha que há doze anos não traz nada que merece destaque? Será que tanta raiva não se traduz em inveja? Será que não gostaríamos de estar confinados na casa mais vigiada do Brasil por um ou dois meses (nem sei) e depois sairmos de lá, com ou sem vitória, mas com a certeza que seremos uma celebridade passageira? Coisa que muitos de nós nunca conseguiremos ser. Será que a certeza de vivenciarmos 15 minutos de fama não seria um bom motivo para nos escrevermos e depois quem sabe, sairmos de lá com um contrato Global, um cargo político, ou nos tornarmos uma capa em qualquer revista erótica hetero ou homo? Todos nós, em nossos íntimos, gostaríamos de estar lá. Sermos Globais por alguns dias. Poder nos dar ao luxo de ficar longe do trabalho por certo período, brigar de mentira, beijar de mentira, amar de mentira, mas ser visto de verdade. Se a Globo insiste em fazer a décima segunda edição de um programa que já não é mais visto em qualquer país que valha a pena, é porque há ouro ao final do arco-íris. Investe-se em um cenário, instalam-se algumas câmeras, soltam-se um bando de brasileiros ávidos por fama nesta arena e depois é só esperar que outros brasileiros paguem por uma “eleição” de cartas marcadas. Bem, Brasil! Enfim, não estou aqui para negar um sucesso televisivo, nem contestar a moral de seus participantes, ou espectadores, e também não vou negar que darei uma “olhadinha”. Vou dar boas risadas e ter muitas inspirações para postar aqui. E, admito; que gostaria de estar lá. Quem sabe você, que agora me lê, e eu, não estaremos disputando uma posição Global, um cargo político, ou uma capa de revista, logo após sairmos da edição do BBB-13, 14, 15, 16.... Carpe Diem, “Brother”!
Escrito por Sokz às 19h57
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Jogando o amigo fora.
Todo mundo sabe que criança e cachorro atraem pessoas. Basta sair às ruas com um, ou outro e logo aparece alguém puxando papo. Comigo aconteceu o mesmo. Claro, estava com meus cachorros. Porém, o que me chamou a atenção, não foi o fato de alguém vir conversar, mas o insistente uso da palavra amigo por parte de um estranho. Lembro-me de ter visto esta pessoa, no caso um rapaz, umas duas vezes, no máximo, já que ele mora no meu condomínio. Desta vez, ele, que também estava com um cachorro, veio jogar conversa fora para o meu lado. Não pude deixar de notar que ele me chamava de amigo a todo o momento, ate mesmo quando seu celular tocou, e alguém do outro lado da linha indagava onde ele estava; ele responde que estava "conversando com um amigo". Quando nos despedimos, a maneira como fui tratado ficou na minha mente: amigo! Seria eu amigo de um estranho? Uma pessoa que papeou comigo somente por uma vez já seria meu amigo? Alguém que, nem tive o interesse em perguntar o nome seria meu amigo? Claro que não! As pessoas estão jogando fora a palavra “amigo”. Estão usando este nome em vão, da mesma maneira como usam o nome de Deus. Amigo? Apenas a convivência, a troca de experiências, boas ou não, risadas e lágrimas divididas, podem nos dar uma certeza que temos um amigo. Temos sim, inúmeros conhecidos, colegas, camaradas que passam por nossas vidas, no trabalho, no estudo, ou em um simples passeios com filhos, ou cachorros. Mas amigos são poucos. Amigos são aqueles que respeitamos, queremos bem, aqueles que convidamos para sentar a nossa mesa, aqueles para quem abrimos as portas de nosso lar, aqueles que lembramos em momentos alegres ou tristes. Só o tempo faz um amigo, e mesmo assim ainda podemos ser tomados de surpresa. Por sorte o tempo não erra tanto assim. Há, claro, uma ou outra decepção, uma ou outra pessoa a qual julgávamos ser nosso amigo que se mostra infiel, tolo, negativo e perdedor, para este, com pesar, o retiramos de nossas vidas e nos dedicamos aos fieis, positivos e verdadeiros amigos. Portanto, devemos tomar cuidado ao usar uma palavra tão forte e carregada de enorme simbolismo. A palavra “amigo” carrega uma força imensa. Amigo, ou amiga, é aquele que independentemente do sexo, realmente se ama. Carpe Diem!
Escrito por Sokz às 08h51
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Machucar e fazer chorar.

Todos os dias, ao sair de casa, faço minhas orações e peço a Deus que ninguém me machuque, ou eu machuque alguém. Peço a Deus que eu não chore, ou faça alguém chorar. Mas sei que isso é quase impossível quando se vive em meio a tanta perversão. Procuro ao máximo, mas sei que às vezes falho; não magoar o outro. Mas tento. Porém nem todos são assim. Deparamo-nos com pessoas que, consciente, ou não, trazem lágrimas aos olhos de quem os cercam. Pessoas infelizes. Pessoas que ao acordar tomam o mundo em guerra. Pessoas infelizes. Obtusas, causam espanto com seus discursos vazios, suas demagogias sem nexo, suas leis sem fundamento, suas mentes sem Deus. São como gatos correndo atrás da própria cauda. De almas purulentas, contaminam o mundo dos que os rodeiam; só enxergam a maldade; temem a competição e criam um universo negativo e vingativo. Infelizmente estas almas sem luz, que adoram machucar, ou fazer chorar, acabam se cercando de outras almas iguais, piores, ou a caminho da insanidade. Parece que pessoas infelizes atraem pessoas infelizes. Perdedores atraem perdedores, vingativos atraem vingativos, loucos atraem loucos. Não devemos, entretanto, ter raiva, ódio, dessas pobres almas e sim pena. Pena porque elas não vêem a beleza das coisas, a beleza das amizades, a beleza da vida. Devemos sim, continuar orando, por nós e por elas. Talvez, até mais por elas, pois elas precisam de luz, muita luz. O bom é saber que as leis da vida são corretas e justas. Ninguém levanta um falso testemunho e fica impune, ninguém rouba e não paga pelo erro, ninguém machuca, ou faz chorar sem que lágrimas um dia também não venham a brotar em seus olhos. É a lei da vida. A lei da atração. Da minha parte continuarei a orar e pedir que Deus me ajude a não machucar, ou ser machucado, fazer chorar, ou chorar. E acima de tudo me livre de pessoas infelizes. Carpe Diem!
Escrito por Sokz às 16h15
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Quem tem o poder tem a palavra. Ou seria o oposto? 
O poder sobe a cabeça. O poder corrompe. O poder faz do individuo um ser sem meias palavras. Com o poder de um título em suas mãos o ser humano se vê capaz de mudar a realidade. Se o poder é dado a alguém que já possua tendências ditatoriais, ele se torna uma arma. A arma da palavra. Através dela o “poderoso” pode até mesmo modificar naqueles que o circundam, seus gostos, suas roupas, fazê-los dançar ou sorrir, quando bem o apraz. O dono do poder, que também detêm a palavra, não aceita um não. Jamais admite estar errado. Não consegue ver que há outras opiniões e odeia perder, mesmo que seja no jogo de palitos. Quem tem a palavra, e também o poder, torna-se perigoso e cego. Tão cego que não vê também que erra, equivoca-se, confunde-se. Tão cego fica que quando uma boa ideia é dita por outro, ele faz tudo para modificá-la e ter a palavra final. Mesmo que a palavra final seja contrária a sua ideia. Cuidado, portanto, ao ser o dono da palavra, cuidado com este poder, que lhe é dado pelo cargo, posição ou situação. Cuidado! A palavra pode ser um veneno. Carpe Diem!
Escrito por Sokz às 14h55
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